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Por que a psicoterapia nem sempre tem uma “alta” definida?

  • Foto do escritor: Raquel Mazo
    Raquel Mazo
  • 7 de set. de 2023
  • 1 min de leitura

Ao pensar em iniciar uma psicoterapia, muitas pessoas se perguntam:“quanto tempo isso vai durar?” ou “em que momento eu vou receber alta?”


Essa dúvida costuma surgir quando tomamos como referência o modelo médico, em que o tratamento tem início, meio e fim bem definidos.


Em tratamentos médicos, o objetivo é tratar uma doença até que ela desapareça ou esteja controlada, permitindo que o paciente receba alta. Na psicoterapia, especialmente na abordagem psicanalítica, o trabalho se orienta de outra forma.

O sofrimento psíquico não se apresenta apenas como algo a ser eliminado, mas como algo que pode ser compreendido.


A psicoterapia não se limita a “curar sintomas”, mas a ampliar a capacidade de lidar com a própria experiência emocional. Por isso, não há um tempo previamente determinado para o processo.


Cada pessoa constrói seu percurso de forma singular, e a continuidade do trabalho passa a fazer sentido enquanto ele permanece vivo e significativo. Isso não significa que a psicoterapia não tenha direção ou que se prolongue indefinidamente.

Ao longo do tempo, o paciente pode perceber mudanças na forma de lidar com suas questões, maior clareza sobre si mesmo e mais recursos para enfrentar as dificuldades da vida.


O encerramento de um processo também pode acontecer. E, quando acontece, costuma ser construído e pensado ao longo do próprio trabalho.


Na psicanálise, o mais importante não é chegar a um ponto final previamente definido, mas sustentar um processo que faça sentido para quem está ali.



PSICOTERAPEUTA


Sou Raquel Mazo, psicóloga CRP 06/112414, mestra em psicologia, especialista em psicologia clínica e pós-graduanda em psicanálise vincular.


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Raquel Mazo Psicóloga

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