Psicoterapia é companhia para navegar a vida
- Raquel Mazo

- 28 de jan. de 2024
- 1 min de leitura
Em seu diário de viagem a velejadora Tamara Klink escreveu:
“Me acostumei a estar só […] ver ondas cobrindo o barco sem me expressar — não havia com quem compartilhar o susto.”
Há experiências na vida que se parecem com isso: acontecem, nos atravessam, mas não encontram lugar onde possam ser compartilhadas.
Quando algo nos assusta profundamente e não há com quem falar, a experiência permanece como um impacto isolado, difícil de elaborar.

Muitas vezes, o sofrimento psíquico se organiza dessa forma. Não apenas em grandes acontecimentos, mas também em situações que, ao longo da vida, vão se acumulando: perdas, rupturas, frustrações, mudanças, encontros e desencontros. Experiências que, quando vividas em solidão, podem deixar marcas.
Na psicoterapia de orientação psicanalítica, esse material pode ser retomado na presença de alguém que escuta.
Não se trata de remoer o passado, mas de criar condições para que aquilo que ficou sem palavra possa, pouco a pouco, ser elaborado.
Ao encontrar um espaço onde é possível falar e ser escutado, o que antes era vivido como um impacto isolado pode ganhar outros contornos. Um susto silencioso é transformado em história que pode ser pensada.
A psicoterapia pode, assim, se tornar uma forma de companhia para não se atravessar certas experiências completamente sozinho.

PSICOTERAPEUTA
Sou Raquel Mazo, psicóloga CRP 06/112414, mestra em psicologia, especialista em psicologia clínica e pós-graduanda em psicanálise vincular.
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