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O vazio emocional e a dificuldade de sentir

  • Foto do escritor: Raquel Mazo
    Raquel Mazo
  • 12 de mai.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 21 de mai.

Outro dia, ouvi uma pessoa falando sobre o fim de um relacionamento de muitos anos. Era o único relacionamento da vida dela.


E ela disse: “Não vou ficar chorando por isso.”


Aquilo me chamou atenção não pela força da frase, mas pela necessidade de eliminar a emoção.


Parece que sse estado tem se tornado cada vez mais comum. Pessoas que seguem funcionando, trabalhando, conversando, cumprindo tarefas… mas estão emocionalmente anestesiadas. Como se a vida já não atravessasse mais.


Não por acaso, Arnaldo Antunes escreveu: “Socorro, não estou sentindo nada.”

E talvez muitos de nós estejamos exatamente assim, no automático, e sem perceber completamente.


Porque nem sempre a dificuldade de sentir nasce de falta de sensibilidade. Muitas vezes acontece justamente o contrário. Quando certas dores, frustrações e perturbações emocionais parecem intensas demais para serem suportadas, a mente encontra formas de proteção. Uma delas é reduzir a intensidade do sentir.


O problema é que, quando alguém anestesia a dor, acaba anestesiando também o amor, o encantamento, a presença e a capacidade de se sentir vivo.


Talvez por isso exista hoje tanta gente funcionando normalmente, mas emocionalmente distante da própria vida.


E talvez a cura não comece aprendendo a “controlar emoções”, mas desenvolvendo, aos poucos, capacidade psíquica para voltar a suportar o sentir.



PSICOTERAPEUTA


Sou Raquel Mazo, psicóloga CRP 06/112414, mestra em psicologia, especialista em psicologia clínica e pós-graduanda em psicanálise vincular.


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Raquel Mazo Psicóloga

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