Terapia psicanalítica de casal é mais profunda?
- Raquel Mazo

- 10 de jul.
- 2 min de leitura
Ao nascer, um relacionamento cria um novo universo inconsciente para o casal. Há algo nele que não é da ordem da razão, nem do conhecimento.

As características que cada um traz de seu mundo individual (personalidade, história de vida, traumas, limitações de comunicação, cultura da família de origem, etc.) somam-se para formar essa nova dimensão.
O outro provoca e desperta reações que são uma combinação daquelas duas pessoas em multiplas camadas de profundidade.
A psicoterapia de casal com abordagem psicanalítica vincular trata os conflitos de casal trabalhando a percepção que cada um tem sobre o outro e sobre si mesmo, dentro daquela relação. E trabalha a comunicação das percepções que vão surgindo.
As inúmeras dificuldades que os casais trazem para uma terapia tem algo em comum: são geradas por limitações individuais desconhecidas pela própria pessoa, e que se manifestam quando o vínculo pressiona para que se vá além, para que se desenvolvam os potenciais, superando algumas dessas limitações.
Um terapia de casal com abordagem psicanalítica busca conhecer os pontos cegos de cada um, aquilo que não enxergam em si mesmos, e como isso interfere no vínculo. Isso faz com que, ao longo do tratamento, a mudança vá ocorrendo naturalmente.
As acusações antes dirigidas ao parceiro, passam a ser reflexões sobre como os problemas foram construídos conjuntamente. Uma luz começa a clarear a relação, desfazendo mal-entendidos e esclarecendo ideias fantasiosas anteriormente inconscientes.
Um vínculo evoca conflitos que são próprios daquele encontro único. Por isso, se uma terapia de casal não abordar os aspectos inconscientes e vinculares, não haverá mudanças profundas e consistentes.

PSICOTERAPEUTA DE CASAL
Sou Raquel Mazo, psicóloga CRP 06/112414, mestra em psicologia, especialista em psicologia clínica e pós-graduanda em psicanálise vincular.
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