O que realmente acontece dentro das sessões de psicoterapia de casal?
- Raquel Mazo

- 13 de set. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: há 4 dias
Viver um relacionamento ou dividir a vida com outra pessoa pode ser prazeroso, mas desafiador. Com o tempo, a convivência vai trazendo situações que exigem algo difícil: compreender o outro… e também a si mesmo dentro da relação.
Conflitos começam a surgir, às vezes de forma sutil, às vezes de maneira intensa. Pequenas situações passam a incomodar. Crises e acontecimentos inesperados desorganizam o que antes parecia estável. E, em muitos momentos, o casal se vê diante de uma sensação comum: “não sabemos mais como lidar um com o outro.”
É nesse ponto que muitos casais começam a considerar a psicoterapia como um possível caminho.
Geralmente, um dos dois dá o primeiro passo e entra em contato com o psicoterapeuta. Depois, compartilha com o parceiro a ideia e, quando há um acordo, o casal agenda a primeira sessão.
No início do processo, cada um tem a oportunidade de se apresentar e trazer aquilo que tem sido difícil na relação. Aos poucos, vão sendo identificados os principais pontos de conflito, as insatisfações e também as expectativas em relação ao trabalho terapêutico.

Mais do que buscar respostas rápidas, a psicoterapia de casal propõe um espaço de reflexão: - o que cada um espera da relação? - o que ainda faz sentido? - e o quanto estão dispostos a se implicar em um processo de transformação?
Um dos focos importantes do trabalho é a forma como o casal se comunica. Muitas vezes, não é apenas o que é dito que gera conflito, mas como isso é dito. Ou mesmo o que deixa de ser dito.
Ao longo das sessões, torna-se possível compreender os padrões que foram se estabelecendo, os momentos que marcaram a relação, e as mágoas e decepções que, pouco a pouco, foram se acumulando.
A psicoterapia de casal não tem como objetivo pré-definido manter ou encerrar a relação.O que se constrói ali é um espaço para que o casal possa enxergar sua própria dinâmica com mais clareza e, a partir disso, encontrar caminhos possíveis, que façam sentido para ambos.
Seja para reconstruir o vínculo, seja para repensar a continuidade da relação, trata-se de um processo que exige trabalho psíquico, escuta e disponibilidade para o diálogo.
A presença de um terceiro - o psicoterapeuta - ajuda a ampliar o olhar sobre a relação, a identificar pontos que antes não eram visíveis e a criar novas formas de encontro entre os dois.s e que atrapalham muito a convivência, entender como se tem lidado até agora, que acontecimentos podem ter iniciado os conflitos, as mágoas e decepções em cada um, entre outros.

PSICOTERAPEUTA DE CASAL
Sou Raquel Mazo, psicóloga CRP 06/112414, mestra em psicologia, especialista em psicologia clínica e pós-graduanda em psicanálise vincular.
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